Televisores nascem em lugares como este

9 de março de 2010

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Esse homem está reforçando um molde em uma fábrica da Samsung em Kaluga, na Rússia. Dentro do molde há um pedaço do que em breve será uma TV. Vamos ver mais um pouco da fábrica.

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A Samsung abriu essa fábrica em 2008. Fora o controle de qualidade, parece que a partir do momento em que componentes chegam em sacos gigantes da Coreia, quase tudo é automatizado – da inserção de plástico quente nos moldes à produção de microcircuitos, passando pela impressão de logotipos. Os humanos basicamente vigiam a produção e ocasionalmente reforçam moldes.

Ainda somos necessários para algumas coisas.

Via [English Russia]

A Samsung abriu essa fábrica em 2008. Fora o controle de qualidade, parece que a partir do momento em que componentes chegam em sacos gigantes da Coreia, quase tudo é automatizado – da inserção de plástico quente nos moldes à produção de microcircuitos, passando pela impressão de logotipos. Os humanos basicamente vigiam a produção e ocasionalmente reforçam moldes. Ainda somos necessários para algumas coisas.

Monitor curvado Ostendo CRVD custa apenas US$ 6.500

8 de março de 2010

curvedmonitor1O monitor curvado Ostendo CRVD, que apareceu na Consumer Eletronic Show com a marca Alienware, já está à venda. A julgar pela imagem , que mostra o uso do monitor para jogar Crysis, o negócio parece incrível.

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Com tecnologia quad-DLP e resolução de 2880 x 900, o CRVD deve satisfazer tanto gamers malucos quanto usuários viciados em multitarefa.

Custa US$ 6.500, mas se o príncipe de Dubai pode comprar vários deles, por que você não poderia?

Via [Engadget]

Primeiras TVs 3D da LG chegam ao Brasil no mês que vem

3 de março de 2010

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Estamos no ano de Copa. Ano de trocar de televisão. E quem quiser assistir os jogos em Full-HD em junho e o Blu-ray do Avatar em 3D no fim do ano, vai precisar de uma tela “3D Ready”. A LG mostrou nessa semana seus novos modelos, que serão os primeiros com a tecnologia a chegar no País. Nenhum preço foi anunciado ainda, mas a LG prometeu “nada muito absurdo”.  O top de linha apresentado que chega às lojas em abril, é provavelmente o melhor LCD com LED lançado até hoje no Brasil.

Serão 9 modelos que estarão prontos para passar conteúdo 3D Full-HD que serão lançados até o fim do ano. Em abril, chegarão a linha LX9500 (tamanhos 55” e 47”) e LEX6500 (tamanhos 42”, 47”, 55”). As 3D chegarão no mesmo preço que as primeiras TVs de LED chegaram, ou seja: na faixa dos R$ 6.000.

O problema é que para assistir conteúdo em 3D, a maioria delas precisará de um receptor vendido à parte e pares de óculos especiais. Só os óculos custarão R$ 200 cada. Se sua família for grande, você terá (mais um) problema. É claro que praticamente não há conteúdo em 3D, nem haverá muita coisa até o fim do ano, o que dá tempo para juntar dinheiro.

As TVs com suporte a 3D usarão o sistema de obturador ativo, em que os óculos “piscam” em conformidade com a tela, que alterna imagens para o olho direito e esquerdo. Não pudemos testar ainda as telas da LG mas esse é o padrão da indústria hoje, então não deve ser nada muito diferente.

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Todas as TVs anunciadas com 3D serão de LCD com iluminação por LED (algumas traseiras, outras laterais). A melhor dessa primeira leva é  essa LX9500 aí de cima. Ela conta com iluminação traseira por LED (o que garante um contraste sensivelmente maior), TruMotion 480 Hz para evitar os famosos rastros em imagens com muito movimento e é Wireless AV Ready, compatível com um adaptador que a LG mostrou que, simplificando as coisas, manda sinais full-hd sem o uso de fios.

Apesar de ter mais de 70% da fatia de mercado de TVs de Plasma no Brasil, a LG resolveu não colocar a tecnologia 3D, como por exemplo a Panasonic fará. Honestamente, de todas as TVs no enorme showroom da LG, a melhor imagem vinha de uma Plasma com certificação THX, a PK950 de 60” que chega no segundo semestre, sem preço definido.

Base de acrílico para organizar o seu Wii!

24 de fevereiro de 2010

wiipedestal-499x477Uma das maiores dificuldades de quem possui um Nintendo Wii é organizar toda aquela enorme quantidade de acessórios, como Wiimotes, Nunchuks e outros acessórios, como a balança do Wii Fit ou os volantes do Mario Kart Wii.

Pensando nisso esta ótima base para Nintendo Wii foi criada, para organizar melhor o seu espaço. Ela possui o pedestal para o console, um espaço para os DVDS mais usados e um compartimento inferior para guardar os Wiimotes e Nunchuks. O acessório é todo feito em acrílico transparente e custa apenas US$24,95.

Gorillapod (ou: pendure sua câmera na parede)

22 de fevereiro de 2010

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A Joby vai lançar uma nova versão do seu tripé para câmeras que é simples e muito funcional, o Gorillapod Magnetic. Como o próprio nome diz, o Gorillapod Magnetic conta com imãs nos suportes para tirar fotos no ângulo que o fotógrafo quiser. Ela foi projetada para câmeras digitais e câmeras de vídeo portáteis de até 325 gramas, mas a Joby também tem outros tripés para câmeras DSLR que mostraremos nos próximos posts. Você pode escolher entre 7 opções de cores, e também comprar acessórios como um case para usar o Gorillapod Magnetic com o seu iPhone ou iPod Touch.

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Saiba mais sobre o Gorillapod Magnetic na Joby.

Powermat deve recarregar coisas sem uso de fios também no Brasil

17 de fevereiro de 2010

Powermat

Ok, vamos ser honestos: não sabemos como o Powermat, essa superfície que carrega coisas pelo simples contato, funciona. Poderíamos simplesmente falar que é por “Indução magnética” ou “é o princípio do Nikola Tesla atualizado”, mas isso também não faz muito sentido. O que importa é que o Powermat é legal e aposenta os carregadores com estilo. A  empresa tem planos de dominação global em 2010 (incluindo vendas de produtos no Brasil até o fim do ano) e novos produtos animais que me fazem pensar que no futuro raramente vamos colocar ou tirar coisas da tomada.

Os primeiros powermats, vendidos ano passado, eram legais mas meio estranhos. Você precisava colocar uma capa horrorosa noseu iPhone para fazê-lo carregar sem fio – o que dava basicamente o mesmo trabalho que plugar o celular na tomada. Agora o sistema está bem mais esperto, com capas discretas que fazem a bruxaria indução magnética acontecer. O mais legal são as baterias adaptadas para o powermat que funcionam em um tapetinho mais estiloso, sem necessidade de adaptador. Há também um powermat dobrável para viagem (versão atualizada, mais bonita), que tem uma bateria recarregável que dá energia a seus aparelhos mesmo quando eles estão longe das tomadas.

Respondendo as suas três perguntas: não, ele não dá choque, não desmagnetiza cartões e não desperdiça energia, pelo contrário: ele pára de carregar quando a bateria chega ao máximo, e fica no standby depois.  Ter um multitapete para colocar e os celulares da casa parece legal e bonito. É legal poder sentir um pouco do futuro. E não tomar choque.

Via [Gizmodo]

Guia de compra de Câmeras Digitais – parte 3

12 de fevereiro de 2010

Óptica

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É por aqui que a sua câmera enxerga. Basicamente, estas peças são os globos oculares.

Lentes removíveis: existem, em geral, dois tipos de lentes removíveis. As que afastam e aproximam a imagem, que são chamadas de lentes “zoom”, e as que não se movem. Estas são chamadas de lentes “primes”. Elas são todas classificadas pelo comprimento focal. Em termos mais estritos, o comprimento focal se refere à distância necessária para um sistema de lentes focar na luz. Em termos reais, o comprimento focal é aproximadamente correlacionado ao comprimento físico da lente e ajuda a indicar quanto uma lente amplia uma imagem. Um comprimento focal de 18mm em uma DSLR é considerado amplo, já 200mm ou mais seria considerado uma lente telefoto.

Lentes point-and-shoot e o Fator X: o segundo número mais divulgado do irritante rol de recursos da sua point-and-shoot é o fator de zoom. Ele será expresso como um número e um ‘x’ depois: 5x, 10x, etc. Você verá um alcance impresso, algo como 5.0-25mm, que descreve o comprimento focal da lente. Eis um truque: divida o maior dos comprimentos focais pelo menor. O resultado deve ser igual ao seu nível ‘x’ de zoom, porque, digamos, ele só indica isso mesmo: o quociente entre o comprimento máximo da lente e o comprimento mínimo.

Esta indicação é enganosa. Montada na mesma câmera, uma lente que aproxima de 50mm para 100mm seria chamada de lente 2x, enquanto uma lente que aproximasse de 18mm para 54mm seria chamada de lente 3x, mesmo que, na sua distância máxima, ela não desse zoom tão longe quanto a lente 50-100mm faz no seu nível mínimo. Leve esta equação em consideração quando estiver comparando point-and-shoots, mas o mais importante mesmo é testá-la. Você perceberá a diferença.

Obturador, velocidade de obturador e lag de obturador: o seu obturador é aquela portinha que se abre entre a sua lente e o seu sensor, permitindo a exposição fotográfica. As faixas de velocidade de obturador são propagandeadas com a intenção de querer dizer que a câmera será útil nas duas extremidades: da longa exposição de 10 segundos à tomada ultraveloz de 1/4000 segundo. Tenha em mente, para ambos os valores, que a velocidade do obturador por si só não garante nada. Se a sua câmera puder tirar fotos a 1/4000 segundo mas tiver uma abertura pequena e baixo índice ISO, as suas fotos provavelmente ficarão muito escuras.

Lag de obturador é totalmente outra coisa. Sabe quando você usa uma point-and-shoot e tem aquele retardo frustrante entre o momento que você aperta o botão e quando a foto de fato é tirada? É isso. Quanto menor o lag do obturador, melhor, apesar de muitos fabricantes de câmeras nem se importarem em anunciar este valor.

Abertura: este é o buraco pelo qual a luz passa após ter passado por parte da sua lente e antes de chegar ao seu sensor. Quanto maior a abertura, mais luz entra. Quanto menor a abertura, menos luz entra. Aberturas maiores permitem que você tire fotos em situações de baixa luminosidade, mas permitem que você foque em um plano fino – ou o seu fundo ou a frente da imagem ficará fora de foco. Aberturas menores permitem que você mantenha mais do cenário em foco, mas permitem que menos luz entre e requerem tempos de exposição maiores. As aberturas são descritas por f-números – são a razão entre a largura de uma abertura e o comprimento focal de uma lente. Quanto menor o número, maior a abertura.

Zoom digital vs. óptico: outro algoz do comprador de câmeras é o zoom digital. O óptico é a ampliação feita pela sua lente – em outras palavras, é o verdadeiro zoom. O zoom digital é apenas a sua câmera pegando uma imagem com zoom óptico e a ampliando, como você o faz no Photoshop. É útil apenas para colocar fotos em quadro em às vezes ajuda você a manter o foco adequado da sua câmera. Fora isso, é apenas uma besteirinha: ignore-o, tire fotos amplas e corte-as depois.

Estabilização de imagem, ou antitremedeira: a estabilização de imagem está rapidamente se tornando um recurso padrão até mesmo nas câmeras mais baratas, mas você consegue encontrar umas point-and-shoots abaixo de 150 dólares sem isso. A ideia da estabilização de imagem é corrigir os movimentos da sua câmera durante uma exposição, algo que gera tomadas borradas.

Existem dois tipos: a estabilização de imagem digital, que você encontrará em sua maioria nas point-and-shoots, corrige a imagem por software e pode ser relativamente eficaz, apesar de os resultdos serem apenas toleráveis, não perfeitos. A estabilização de imagem óptica fisicamente move parte da sua câmera para compensar a tremedeira. Em algumas câmeras, como Nikons e Canons, as partes móveis ficam nas lentes. Nas DSLRs da maioria dos demais fabricantes, é o sensor que de fato se move para estabilizar a imagem. A estabilização de imagem óptica quase sempre funciona melhor, mas não é mágica – você não conseguirá fotografar uma exposição de quatro segundos de constante movimentação só porque ela está ligada, mas você talvez consiga manter as coisas estáveis por meio segundo ou um pouco mais.

Software

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“Modos”, Detecção de Rosto, Detecção de Sorriso: os modos da sua câmera são ferramentas de assistência, não recursos reais. Eles são geralmente apenas seleções para configurações que você pode ajustar sozinho, como as opções pré-prontas de equalizador do seu iPod. Elas podem ser úteis, mas você será um fotógrafo melhor se mexer você mesmo nas suas configurações.

Novamente, a detecção de rosto e sorriso são como muletas. A detecção de rosto adivinha quando há um humano na foto para que a câmera possa ajustar exposição, equilíbrio de branco e foco de forma que o tal humano não saia borrado. A detecção de sorriso é um algoritmo meio cru que mede as expressões faciais e não tira foto até os objetivos serem julgados como estando SUFICIENTEMENTE CONTENTES, ou seja, até eles terem bocas vagamente em formato de crescente. É uma boa maneira de certificar-se de que ninguém arruinará uma foto com uma careta. Além disso, ajuda a garantir que nenhuma das suas fotos será interessante.

Formatos de imagem: a sua câmera digital não possui filme, mas as suas fotos precisam ir para algum lugar. Nas câmeras de hoje, as fotos armazenadas digitalmente ficam ou em arquivos JPEG ou RAW. Arquivos JPEG são compactados, o que significa que eles são codificados de maneira a não ocuparem muito espaço, mas perdem uma pequena quantidade de qualidade. É assim que quase sempre as point-and-shoot armazenam as imagens e também geralmente como as DSLRs armazenam suas imagens por default.

Se os JPEGs são como impressões de fotos (não são, mas acompanhe o raciocínio), então arquivos RAW são como os negativos digitais (na verdade, um popular formato RAW, o .DNG, basicamente significa “digital negative”, ou negativo digital). Arquivos RAW contêm quase exatamente o que o seu sensor registrou, o que significa que você pode alterar valores como exposição, equilíbrio de branco e coloração depois de tirar a foto, até um certo nível surpreendentemente alto. Parece até trapaça! Mas tem um ponto negativo: arquivos de imagens maiores. E, dependendo do tipo de arquivo RAW – diferentes fabricantes de câmeras possuem diferentes tipos – você pode vir a precisar de um software especial para visualizar e editar as suas fotos. Tire em RAW sempre que puder e compre uma câmera que permita que você o faça. Trata-se de um enorme recurso.

Como bônus, a maioria das câmeras que grava em RAW também permite que você grave arquivos RAW e JPEG simultaneamente, assim você terá um arquivo leve e pronto para imprimir ou baixar pro computador, além de uma fonte RAW para edição posterior. Precisa de uma tonelada de espaço, mas poxa, espaço é barato atualmente. Gaste uma graninha em um cartão de memória um pouquinho maior e viva a sua vida.

Vídeo: a maior parte das novas câmeras, inclusive algumas DSLRs, grava vídeo. Mas só porque a sua câmera tira instantâneos com 10 megapixels não significa que ela gravará nem remotamente perto desta resolução algo em movimnto. A resolução padrão para a maioria das câmeras point-and-shoot é VGA – isto dá apenas 640×480 pixels de vídeo, o que é suficientemente bom para YouTube – enquanto DSLRs e algumas point-and-shoots melhorzinhas filmam em 720p ou em 1080p, que já são resoluções HD, traduzindo-se, respectivamente, em 1280×720 pixels e 1920×1080 pixels.

E agora? Preparado para registrar suas lembranças?

Até a próxima!

Guia de compra de Câmeras Digitais – parte 2

10 de fevereiro de 2010

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O sensor é a parte da câmera que de fato registra a imagem. Em outras palavras, ele é a sua câmera.

Megapixels e resolução de imagem: megapixels têm sido o foco do marketing de câmeras digitais desde o princípio (parece um termo tão anos 90, não é?). Um megapixel, em resumo, é um milhão de pixels. Se uma imagem (ou sensor) de um megapixels for perfeitamente quadrada, ela teria 1000×1000 pixels. Elas geralmente são retangulares, com proporções 4:3 ou 3:2, o que significa que suas resoluções ficam mais ou menos assim: 2048×1536 pixels para uma câmera de 3 megapixels; 3264×2448 pixels para uma câmera de 8 megapixels, e por aí vai.

Conforme as câmeras digitais amadurecem, este número tende a significar – é fácil atolar uma câmera de megapixels, mas sem boa óptica e sensibilidade à luz, isto não significa que ela produzirá imagens limpas e de alta qualidade com resolução tão alta. Um celular tira foto com 5 megapixels, mas as imagens parecem screenshots de alguma espécie tosca de programa de caça a fantasmas. Já uma DSLR já tira a 10,1 megapixels, mas produz imagens com mais do dobro de nitidez e clareza que o meu telefone. As point-and-shoot tem taxa nominal de 12,1 megapixels, mas se olharmos com atenção, as suas imagens são efetivamente mais borradas que as da DSLR.

Se você estiver planejando fazer impressões enormes, ou se você precisa cortar bastante as suas imagens, um alto valor de megapixels é necessário, mas além de certo limite os retornos são mínimos. Você lerá muitas instruções dos fabricantes de câmeras sobre quantos megapixels você precisará para imprimir fotos de diferentes tamanhos, mas você pode ignorar tudo isso porque estes valores parecem mudar a cada geração de câmeras. A menos que você esteja imprimindo outdoors, ou em revistas e publicações do gênero, não se esquente muito com isso.

Além de indicar quantos pontos uma câmera é capaz de capturar, megapixels podem ser um indicador bastante útil de quão antigas podem ser as entranhas de uma câmera. O valor de megapixels tem aumentado de maneira relativamente constante ao longo dos anos, então dentro de uma linha de câmeras de um determinado fabricante, mais megapixels pode vir a significar sensores mais novos, o que pode, junto com alta resolução, tirar fotos mais ricas e com menos ruído.

ISO: isto indica quão rapidamente o sensor da sua câmera coleta luz – quanto maior o ISO, mais sensível é a sua câmera à luminosidade e de menos luz você precisa parar tirar uma foto. E apesar de alta capacidade de ISO ser bastante útil em baixa iluminação, este índice é também útil quando você está tirando exposições extremamente velozes durante o dia, como durante uma partida esportiva. No entanto, com ISOs mais altos, mais se tem ruído – algumas câmeras point-and-shoot anunciam ter ISOs extremamente altos, na casa dos 6400. DSLRs, que possuem sensores maiores e são melhores na captação de luz, podem às vezes tirar fotos com ISO 6400 e até maior sem muito ruído.

De todo modo, não compre uma câmera somente por causa do seu índice ISO, porque existe uma boa chance de suas duas ou três maiores configurações serem completamente inúteis.

sensorCCD e CMOS: Existem dois grandes tipos de sensores de imagem para câmeras digitais e filmadoras: CCD (dispositivo de carga acoplada) e CMOS (semicondutor metal-óxido complementar, às vezes também conhecido como sensor de pixel). Nós não vamos entrar muito a fundo nas diferenças mais geek porque você realmente não precisa saber ou mesmo se importar com isso. O que você deve saber é que as SLRs de nível mais alto (as câmeras grandes com lentes removíveis) usam CMOS porque é mais fácil fazer sensores CMOS maiores; o os telefones móveis o fazem porque o CMOS usa menos energia. Dito isso, a maioria das câmeras point-and-shoot e a maioria das filmadoras usam o sensor CCD, que é mais comum. A diferença para os consumidores é mínima – não se assuste de ver qualquer um deles nas especificações da sua câmera.

Equilíbrio de branco: você já viu imagens em ambientes fechados que são total e inexplicavelmente laranjas? Isto é um problema de equilíbrio de branco. A sua câmera é capaz de ajustar-se para compensar diferentes temperaturas de cor – iluminação de tungstênio têm aquela tonalidade laranja, já a luz do Sol deixa as suas fotos azuladas – e corrigir a cor da sua imagem de acordo com a iluminação. Virtualmente todas as câmeras permitem que você ajuste o equilíbrio de branco com configurações já prontas, apesar de ser melhor você fazê-lo manualmente mesmo.

Tamanho de sensor e fator de corte: algumas câmeras possuem sensores que são aproximadamente do mesmo tamanho de filme 35mm, com 36×24mm. Estas são chamadas câmeras full frame. Elas tendem a ser mais caras – como as séries 5D e 1D da Canon, ou as D3 da Nikon – e seus corpos tendem a ser um pouco maiores. Basicamente equipamento profissional ou semiprofissional.

Por outro lado, sensores APS-C são o que tem em quase todas as DSLRs básicas. Estes sensores têm aproximadamente 22×15mm, o que é significativamente menor que o sensor de uma full frame. E por que isto importa? Sensores maiores proporcionam mais espaço para cada pixel, o que os torna melhores na captação de luz.  Um sensor menor captará uma seção menor do que vem pela lente, ou seja, uma lente de 200mm em uma DSLR full frame torna-se uma lente de 300mm em uma câmera APS-C, uma de 50mm torna-se uma de 75mm, etc. Logicamente, os fabricantes de câmeras fazem lentes específicas para APS-C que são projetadas para os sensores menores, mas os comprimentos focais relacionados não são ajustados – eles ainda são valores equivalentes aos de 35mm. Só fique atento porque toda lente tira fotos diferentes de um tipo de câmera para outro.

Fecharemos esse assunto na terceira parte de nosso guia. Até lá!

Guia de compra de Câmeras Digitais – parte 1

8 de fevereiro de 2010

Há alguns meses publicamos dois artigos (aqui e aqui) detalhando o básico de informações para auxiliar na compra de uma HDTV. O resultado foi muito bom e acreditamos ter ajudado muita gente que precisava de algumas dicas a mais para trocar de TV. Agora vamos fazer a mesma coisa, só que com outro dos artigos mais vendidos de nosso site: câmeras digitais.

Quando você compra uma câmera, você é apedrejado com especificações de um vendedor, muitas das quais são confusas, ou mesmo enganosas. Ele vai continuar metralhando você com dados e mais dados. E, pra sermos sinceros, ele precisa fazer isso – tabelas de especificações e jargões são parte integrante do marketing de câmeras, pelo menos por ora. Eis o que tudo aquilo significa, em uma única relação prontinha pra você.

Tipos de câmeras
Antes de você sair para comprar uma nova câmera, ou mesmo apenas para conhecer a sua um pouco melhor, você precisa saber a diferença entre os tipos distintos de câmeras. Eis os mais frequentes pelos quais você cruzará:

cam_point_and_shootPoint-and-shoot: também conhecidas por câmeras compactas. Se você não sabe qual tipo de câmera você está procurando, ou qual o tipo que você possui, provavelmente é uma destas. Elas são do menor estilo de câmera que existe, geralmente – pelo menos nos últimos anos – tendendo para um formato de caixote em sua maior parte sem grandes recursos. A lente não é removível. A unidade de flash é embutida. Elas têm telas LCD na parte traseira, não apenas para ver as fotos tiradas, mas para usar como visor também. Quando você aperta o botão do obturador de uma point-and-shoot, existe um ligeiro retardo antes da foto ser de fato registrada. Muitas novas câmeras point-and-shoot gravam vídeo e algumas até conseguem gravar em HD.

500x_012808_fuji_s100fsCâmeras bridge/superzoom: estas câmeras geralmente se parecem com DSLRs, mas não se engane! Elas são apenas point-and-shoots bombadas. Elas muitas vezes virão com lentes mais alongadas e especificações ligeiramente mais impressionantes que a sua point-and-shoot média, além de dar a você uma flexibilidade fotográfica um pouco maior pra brincar. Infelizmente, elas sofrem do mesmo retardo na hora de tirar fotos, ou “lag de obturador”, que as point-and-shoots. O problema das câmeras ‘bridge’ (de transição), especialmente agora, é que para você conseguir uma boa você precisa gastar pelo menos algumas centenas de dólares, e com isso você já consegue uma….

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DSLR: esta sigla desajeitada significa ‘Digital Single-Lens Reflex’, ou Câmera Digital de Reflexo por Lente Única. Pra encurtar, isto significa que a câmera possui um mecanismo de espelho que permite que os fotógrafos vejam por meio das lentes da câmera enquanto ajusta a foto, e que ela se abre, expondo o sensor da imagem (o equivalente ao filme em uma câmera digital). Num sentido mais amplo, isto significa que a câmera terá lentes intercambiáveis, um sensor maior que uma point-and-shoot e, até certo ponto, mais controles de imagem. Quando você aperta o botão do obturador em uma DSLR, ela tira a foto instantaneamente – nenhum lag, como nas point-and-shoot. Muitas DSLRs novas de preço médio a alto gravam vídeo em HD, algumas conseguem 720p, algumas conseguem até 1080p, mas todas dão resultados bastante impressionantes, boa parte em função das lentes das câmeras. Dito isso, elas não estão exatamente prontas ainda para substituir câmeras filmadoras específicas porque, entre outros fatores, nenhuma DSLR até hoje consegue acertar direito este lance de foco automático durante gravação de vídeo.

Estas são as câmeras que os fotógrafos, ou pessoas que se chamam de fotógrafos, mais usam. Elas também são as capazes de tirar as melhores fotos.

Como via de regra, as DSLRs são mais caras que as point-and-shoots. Mas elas têm ficado mais baratas a cada dia que passa. Muito, muito mais baratas.

Agora que já conhecemos os tipos de câmeras, a próxima parte do guia vai tratar do que você REALMENTE precisa prestar atenção sobre as especificações de uma câmera.

Sharp investindo em sua linha de LEDs

3 de fevereiro de 2010

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Com resolução de 1080P, 240Hz, tela de LED e utilizando um filtro de 4 cores (a cor extra é o amarelo), o mais recente lançamento da Sharp: a linha LE920 (com modelos de até 68 polegadas) são o melhor que a sharp tem a oferecer.

A impressão geral da imprensa presente ao evento é de que a TV parece um enorme iPod Touch (a moldura cromada lembra bastante o produto da Apple).

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O preço ainda não foi anunciado e a série LE920 não estará a venda até Maio desse ano.

Nesse meio tempo (em Março) a série LE810/820 estarão disponíveis, mas não com as mesmas especificações (afinal, são modelos de entrada e não o top). Com modelos de 40 a 60 polegadas, operando a 120Hz e usando o filtro padrão de três cores.